Onde estaria o sol?
13 abril 2014
11 abril 2014
04 abril 2014
10 março 2014
03 março 2014
20 fevereiro 2014
Ausência
Eis-me
Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses
Para ficar sozinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face
Mas tu és de todos os ausentes o ausente
Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca
O meu coração desce as escadas do tempo em que não moras
E o teu encontro
São planícies e planícies de silêncio
Escura é a noite
Escura e transparente
Mas o teu rosto está para além do tempo opaco
E eu não habito os jardins do teu silêncio
Porque tu és de todos os ausentes o ausente
Sophia de Mello Breyner Andresen
Livro Sexto
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Prosa de Inverno
17 fevereiro 2014
16 fevereiro 2014
Já houve outros dias de sol
e de sal
de tempo breve
onde o sonho é sempre igual
numa realidade leve
mais que aquilo que vês
sem contar até 3
nem ser isco no anzol
04 setembro 2011
20 julho 2011
Além
do Guardador de Rebanhos - Alberto Caeiro
(...)
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.
(...)
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro
(...)
24 junho 2011
19 maio 2011
Breve tempo de abraço
Mais um Maio para guardar fechado, para inverter tendências de clivagens antigas. Cada vez mais no centro do remoinho, do pujinho de vento primaveril.
E sem nada mais que um botão de disparo...
17 abril 2011
Identidade
Identidade
Matei a lua e o luar difuso.
Quero os versos de ferro e de cimento.
E em vez de rimas, uso
As consonâncias que há no sofrimento.
Universal e aberto, o meu instinto acode
A todo o coração que se debate aflito.
E luta como sabe e como pode:
Dá beleza e sentido a cada grito.
Mas como as inscrições nas penedias
Têm maior duração,
Gasto as horas e os dias
A endurecer a forma da emoção.
Miguel Torga, in ´Penas do Purgatório´
16 abril 2011
27 março 2011
13 março 2011
After hope
03 janeiro 2011
Liberdade
quando a vontade nega o prazer
se a lágrima rompe sem querer
depois não há fuga para terra incerta
porque fica a porta sempre aberta
03 junho 2010
Amanhecer com aroma de Verão
Lá para o S. João espero que a passarada deixe alguns para provar
Descanso, pois claro
Aí nascem as romãs
Este ano foram melhores as ervilhas que as favas.
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