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20 julho 2011

Além




do Guardador de Rebanhos - Alberto Caeiro

(...)

Pensar incomoda como andar à chuva

Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos

Ser poeta não é uma ambição minha.

É a minha maneira de estar sozinho.

(...)

Quando me sento a escrever versos

Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,

Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,

Sinto um cajado nas mãos

E vejo um recorte de mim

No cimo dum outeiro

(...)

19 maio 2011

Breve tempo de abraço






Mais um Maio para guardar fechado, para inverter tendências de clivagens antigas. Cada vez mais no centro do remoinho, do pujinho de vento primaveril.
E sem nada mais que um botão de disparo...

16 abril 2011

subterra


remetido ao começo da deferência prisioneira, onde nada se faz diferente da coisa inteira.

03 junho 2010

Amanhecer com aroma de Verão

Lá para o S. João espero que a passarada deixe alguns para provar

Descanso, pois claro

Aí nascem as romãs

Este ano foram melhores as ervilhas que as favas.

06 abril 2010

Hábito primeiro


Para crescer tive raiz
Estiquei os braços e voei
Não consegui tudo o que quis
E um dia à terra voltei

Não quis ser o dono de nada
Apenas o reino do hoje
Aqui ao lado passa a estrada
E ao longe a ribeira que foge

Tenho o azul como guarida
O vento como vizinho
Tudo o que conquistei na vida
É companhia do seco pinho

10 fevereiro 2010

Culturas de Inverno

Só para a posteridade - darão lugar a outras culturas

A meio do quartel

Semente velha e seleccionada

Laranja amarga


Sem abono, adubo, atenção, mais dedicação e tanta falta de predicados, mas lá vai dando para lavar a vista e encher a alma.




17 dezembro 2009

Fim de Outono

Aproxima-se o Inverno. Não tão exacto como antigamente ( até parece que já sou idoso ).
Já comecei a prepara a terra para o faval do costume. Este ano - no próximo - vou semear mais tarde. Costumo semear em Dezembro mas desta vez vou tentar Janeiro.


Quando havia por aqui mais árvores - nespereiras e laranjeiras - que morreram por falta de água, nesta terra muito porosa, quando se cavava a terra, era costume encontrar-se uns bicharocos brancos chamados de pão-de-galo, que eram bastante maiores do que os encontrados
agora, talvez por causa das raízes em decomposição.


E como é costume nesta época, a geada fez a sua aparição. A erva resiste melhor que certas culturas. Mas também acaba com muitos parasitas.








E como é diferente o frio no Alentejo. Especialmente dentro de casa, mas como está fechada grande parte do ano justifica-se. É um frio mais seco, que causa falta de hidratação na pele. Quanto ao resto, ar puro, luz e cores equilibram a diferença e mal-estar nocturno.