17 março 2006
Navegar é preciso

Eu estou metido aqui num buraco sem fundo, onde se vê que a dimensão das oportunidades é proporcional à capacidade de limpar estanho com massa de cobre e quem consegue ir mais além não diz que o céu é azul ou que a morte é certa até que alguém lhe mostra uma baleia morta.
Falar em surdina, ou falar para as paredes tem o mesmo efeito que não dizer nada. A vida é aquilo que nós não fazemos dela e que os outros nos dizem que ela é. Mas será que o D. Afonso Henriques tinha medo da mãe quando se lembrou que queria ser rei dum condado que era cobiçado por pescadores de atum.
Navegar por mares desconhecidos sempre foi mais benéfico que cuspir na sopa para evitar que os tubarões trinquem os dedos dos pés, mas quando se navega em águas calmas há sempre o perigo do contágio ser global e depois só uma prece budista será a salvação nacional dos reis da "boca-rôta".
Vale mais um copo na mão que duas gaivotas no terraço....
Olha o que chove!!!
16 março 2006
Quando se tem que ir à bruxa
Eu diria que uma consulta de acunpuctura ou uma sessão de Tai-Chi seria o melhor... mas...
Esoterismo é do melhor que há. As bruxas vêem a tua vida nos 2 sentidos: em frente e marcha à ré. A bola de cristal cria um ambiente mágico que nos leva ao paraíso.
Por isso quando vires a vida a andar para trás (ou será traz??) agarra uma bruxa e pede-lhe a carta astral (se for agente da autoridade, é ela que pede a carta) e flutua ao sabor do vento catabático que sopra nem sabes de onde.
A brisa suave do Alentejo em dia de calmaria tira-te o azedume da carraspana e o stress vai até Madagascar.

O Alentejo já foi conhecido como o "celeiro da nação".
Da maneira que isto vai, qualquer dia será conhecido como o deserto da nação, tanto a nível de pessoas como a nível ambiental.
Será que o património cultural, físico e ambiental vale mais que o património economicista controlado por meia-duzia de iluminados que vivem o seu presente, esquecendo-se que o mundo vai continuar por vários milhares de anos.
Os circuitos integrados não precisam da paisagem para "lavar a vista", nem sequer pensam no... aranhiço que faz a teia!!









