31 dezembro 2007






Último dia de 2007. Foi um ano difícil. Mas a vida sem dificuldades, não é saborosa. Não há coisas perfeitas. Apenas há coisas. E amigos. E luz do Sol. E Luar. E dias e noites e sonhos.

FELIZ ANO NOVO. 2008 será aquilo que 2007 deixou.

12 novembro 2007

Outono e outros


As romãs já se apanharam todas, ainda mal criadas. É o que dá este tempo quente...




Mas os corvos continuam a aparecer.











E o entardecer continua a ser difícil. Não se desliga. Não dá descanso. Não descansa....


13 outubro 2007




Nos dias de Outono que minguam
O vento esfrangalha as nuvens
E eu admiro as aves que voam
Sem nunca as fotografar nas paisagens

12 setembro 2007

Trovoada de verão





Eu bem tentei apanhar um raio desprevenido, mas foram todos mais rápidos que eu. Vejam que conseguem apanhar algum!


25 agosto 2007

Dias cinzentos









Dias nunca iguais




Até que a sombra esmoreça




Assim há outros que tais




Que me sumem da cabeça




E era o vento, a chuva, a trovoada, um beijo de até daqui a nada, que os teus olhos me diziam a contento, sem nunca brilharem no momento.






Uma janela fechada

Tem duas vias paralelas

Uma leva a quase nada

Outra acende 7 velas

04 agosto 2007

De pé como a terra


O abandono vingou
Numa terra que não chorou
Mas que mostra o seu desencanto
Onde não há lágrimas para pranto

Só a casa resiste ao desenvolvimento
E á falta de sentimento
Tanta luta e fome aqui passou
Numa terra que tanta gente amou

04 julho 2007

Ponte



Esta é a ponte que dá nome á cidade. Foi remodelada recentemente, pois já havia dificuldade em ser atravessada por veículos de maiores dimensões em sentidos opostos.

13 maio 2007

Casa velha


Tudo tem o seu fim, mas a natureza vela sempre pela sua sobrevivência. Já nós....

21 abril 2007

Sementeira



Água e terra que se juntam
Seja ao sol ou ao luar
Sementes que lá caiam
Por certo irão vingar
Seja erva ou cereal
Seja árvore ou tojeira
Como nesta vida real
Não há nada que não queira.

26 fevereiro 2007

Iluminar o caminho

















Para iluminar teu caminho
Esta vela não se apaga
Aqui já não estou sozinho
Mas não espero nova vaga
Foste forte até ao fim
Nunca perdeste teu sorriso
E fizeste com que assim
A amizade não fosse acaso
Vai até onde não querias
Mas fica onde não irias

30 dezembro 2006

Final countdown

30 e amanhã 31
Ano Velho vai-te embora
Lá se passou mais um
Velocidade que se ignora

Bom Ano Novo para quem quiser e o puder ter

22 dezembro 2006

Eh pá, é Natal

Nesta época de paz e amizade
O frio junta em dois o calor
E quando se procura a verdade
Em qualquer sítio se encontra o amor



Bom Natal, Feliz Natal, Amor Total

16 dezembro 2006

Luz e cor

E aproxima-se o Natal e o fim de ano.
Os dias vão começar a crescer em número de horas de sol (se o houver).
Novo ano, novas esperanças.
Quero sempre algo em troca dum sorriso.
Será que vale o esforço??
Vale sempre aquilo que nos acompanha por razão nenhuma!

30 novembro 2006

A minha alegre



Que idade é que eu tinha?
E estava a minha avó sozinha
Tão atenta a um neto seu!

Meu Deus como é bom lembrar,
O que a memória quer apagar:
A queda de um guarda-louça por um troféu.

22 novembro 2006

Azeite


Tempo da apanha da azeitona.
Boa produção este ano. Alguma ainda verde, mas de boa qualidade. Os lagares, certificados e sob alçada de directrizes europeias e alguma impáfia de rei, abusam na funda de azeite a dar aos produtores: sete. Já vi anos mais ruins em que se atingiam dez a doze. E no tempo dos capachos e prensas lembro-me de ser cinco a seis por fanga.

A continuar assim mais vale arrancar as árvores centenárias e depositar sementes de cultura arvense para produção de madeira ou pasta de papel.
Os monopólios e cartelização nunca servem os interesses das populações.
À atenção dos responsáveis da Agricultura.

16 novembro 2006

Revolution of the mind















Algo vai na sombra do outeiro seco que envolve a semente do desespero e deixa um rasto de ambição incontrolável. Então já não chega o que ficou para trás? Deixem a paixão no canto escuro do baú. Não quero nada que me seja oferecido, tenho que lutar por isso, ou não. Ficar quieto e mudo, ouvir o silêncio das brancas ondas sonoras.


14 outubro 2006

Outono

Já estamos nos meados de Outubro, tempo do cair da folha, e da esperança.
Mas o sol quer contrariar essa tendência com os seus raios de sagacidade de não esmorecer as ideias e a vontade de ultrapassar obstáculos.

Nestas manhãs frescas de tardio estio, vemos aproximar-se o manto da nuvem do Oriente mas, há que dissipar trovoadas e ver por entre as folhas que teimam em não tombar ao sabor do vento norte e da debandada das aves rumo a Sul.

O Oeste também nos diz que será dali que vem a nova herança de vida.