08 abril 2008

Esta toca-me em especial


A fábrica de componentes automóveis Delphi, uma multinacional americana, vai fechar em Ponte de Sor, deixando no desemprego mais de 400 (quatrocentos) trabalhadores, quase todos a rondar os cinquenta anos. Esta fábrica é o maior empregador privado do distrito de Portalegre e está no concelho há mais de 25 anos. Trabalham lá muitos naturais da cidade mas também uma grande parcela é de outras cidades e vilas do distrito, bem como das Beiras e do Alentejo.

Eu na minha juventude ainda preenchi a ficha de candidatura para admissão. Depois fui para a tropa e nunca fui chamado a testes. Mas tenho lá 3 primos meus a trabalhar, todos com mais de 50 anos.... A vida vai estar difícil para todos. Mas a mim preocupa-me a maneira como vão, os que têm filhos na universidade, conseguir manter a sua vida. A idade já se sabe como é contabilizada, ainda por cima num concelho do interior, rural e sem grandes saídas. O subsídio de desemprego não vai chegar para tudo e ao fim do prazo estabelecido por lei, ainda é cedo para a pré-reforma, quanto mais para a reforma. A nível de despesas com alimentação ainda se consegue equilibrar o orçamento com o que se consegue cultivar na horta. O resto vai andar à mingua. É a triste realidade da globalização desenfreada e do lucro fácil, com as pessoas a sofrer na pele a estatística real da oferta/procura.

03 março 2008

Passagem para o incerto

Sábado, 1 de Março marçagão, já que a manhã foi de nevoeiro.... esgotante.




















O Sol na beira do rio.






















Uma oliveira com lifting.


E, para acabar, o dourado precoce de final de Inverno,

onde só as vacas de lingua comprida tentam encher a barriga.








29 fevereiro 2008

Osciloscópio

Vai acima, lentamente
Lá fica, pouco tempo
Vai abaixo, rapidamente
Com o mais leve sopro de vento
Qualquer emoção sobe nas veias
Traz tudo e não traz nada
Uma onda de maré cheia
Molha os pés por quase nada.

Esvanece-se como nevoeiro matinal
Deixa a luz ser sempre igual.

28 fevereiro 2008

Sentado à beira do caminho

Numa viagem pelo fugaz infinito, colocando balizas para reconhecer o caminho de volta, encontro uma inesquecível ilusão de coisas criadas com paixão.
Mas são apenas sombras. Deixadas pela passagem do tempo ingrato, que apenas passa, não se aquieta. Corro atrás, grito baixinho. Mas ele é surdo, mudo, imutável e pesado. Eu sou apenas erva daninha sem jardim para infestar.
Sento-me. No alto da paisagem plana. E o céu azul diz-me que é hora de partir. Mas eu fico. A noite quer aniquilar a luz. Mas as estrelas e o quarto-minguante derrubam a estratégia pobre.
Respiro fundo. E o sangue agradece a amizade.

24 fevereiro 2008

Viagens de alma

De onde tirei esta paz
Que ao cair da noite serena
Viaja no banco de trás
Guardando minha alma pequena.

Tenho ainda a casa desarrumada
Aos suspiros e soluços
Mas não a quero cismada
Nem limpa pelos abraços

Um só dia de ambição
Não rende uma fraqueza
Nem faz crescer a paixão
De ver tamanha beleza.

19 fevereiro 2008

Nebulosas não.




Um dia virá em que o Sol e a Lua se juntem para saborearem os cometas. Nebulosas não.

E aí o céu será arco-íris e paixão.

Nebulosas não.

Everybody knows that i don't wanna go.

No close up.

13 fevereiro 2008

Melancolia Alentejana






Profundidade absolutamente superficial.
Nunca terei que fazer algo para desfazer o mal feito. Apenas viver com isso.
Deixei-te aí. E fiquei prostrado na noite. Sem sono. Sem sonhos.

11 janeiro 2008

1ª do ano






Só fotos de Ano Novo



É só um efeito especial....




Não é abstracto. É cura para a noitada....... Mas ainda é só a primeira.




Ahhhhh... é mesmo vertigem....
Mas passará.

31 dezembro 2007






Último dia de 2007. Foi um ano difícil. Mas a vida sem dificuldades, não é saborosa. Não há coisas perfeitas. Apenas há coisas. E amigos. E luz do Sol. E Luar. E dias e noites e sonhos.

FELIZ ANO NOVO. 2008 será aquilo que 2007 deixou.

12 novembro 2007

Outono e outros


As romãs já se apanharam todas, ainda mal criadas. É o que dá este tempo quente...




Mas os corvos continuam a aparecer.











E o entardecer continua a ser difícil. Não se desliga. Não dá descanso. Não descansa....


13 outubro 2007




Nos dias de Outono que minguam
O vento esfrangalha as nuvens
E eu admiro as aves que voam
Sem nunca as fotografar nas paisagens

12 setembro 2007

Trovoada de verão





Eu bem tentei apanhar um raio desprevenido, mas foram todos mais rápidos que eu. Vejam que conseguem apanhar algum!


25 agosto 2007

Dias cinzentos









Dias nunca iguais




Até que a sombra esmoreça




Assim há outros que tais




Que me sumem da cabeça




E era o vento, a chuva, a trovoada, um beijo de até daqui a nada, que os teus olhos me diziam a contento, sem nunca brilharem no momento.






Uma janela fechada

Tem duas vias paralelas

Uma leva a quase nada

Outra acende 7 velas

04 agosto 2007

De pé como a terra


O abandono vingou
Numa terra que não chorou
Mas que mostra o seu desencanto
Onde não há lágrimas para pranto

Só a casa resiste ao desenvolvimento
E á falta de sentimento
Tanta luta e fome aqui passou
Numa terra que tanta gente amou

04 julho 2007

Ponte



Esta é a ponte que dá nome á cidade. Foi remodelada recentemente, pois já havia dificuldade em ser atravessada por veículos de maiores dimensões em sentidos opostos.