O descanso possível
16 setembro 2008
14 julho 2008
28 abril 2008
08 abril 2008
Esta toca-me em especial

A fábrica de componentes automóveis Delphi, uma multinacional americana, vai fechar em Ponte de Sor, deixando no desemprego mais de 400 (quatrocentos) trabalhadores, quase todos a rondar os cinquenta anos. Esta fábrica é o maior empregador privado do distrito de Portalegre e está no concelho há mais de 25 anos. Trabalham lá muitos naturais da cidade mas também uma grande parcela é de outras cidades e vilas do distrito, bem como das Beiras e do Alentejo.
Eu na minha juventude ainda preenchi a ficha de candidatura para admissão. Depois fui para a tropa e nunca fui chamado a testes. Mas tenho lá 3 primos meus a trabalhar, todos com mais de 50 anos.... A vida vai estar difícil para todos. Mas a mim preocupa-me a maneira como vão, os que têm filhos na universidade, conseguir manter a sua vida. A idade já se sabe como é contabilizada, ainda por cima num concelho do interior, rural e sem grandes saídas. O subsídio de desemprego não vai chegar para tudo e ao fim do prazo estabelecido por lei, ainda é cedo para a pré-reforma, quanto mais para a reforma. A nível de despesas com alimentação ainda se consegue equilibrar o orçamento com o que se consegue cultivar na horta. O resto vai andar à mingua. É a triste realidade da globalização desenfreada e do lucro fácil, com as pessoas a sofrer na pele a estatística real da oferta/procura.
23 março 2008
14 março 2008
13 março 2008
03 março 2008
Passagem para o incerto
O Sol na beira do rio.
E, para acabar, o dourado precoce de final de Inverno,
onde só as vacas de lingua comprida tentam encher a barriga.
29 fevereiro 2008
Osciloscópio
Vai acima, lentamente
Lá fica, pouco tempo
Vai abaixo, rapidamente
Com o mais leve sopro de vento
Qualquer emoção sobe nas veias
Traz tudo e não traz nada
Uma onda de maré cheia
Molha os pés por quase nada.
Esvanece-se como nevoeiro matinal
Deixa a luz ser sempre igual.
Lá fica, pouco tempo
Vai abaixo, rapidamente
Com o mais leve sopro de vento
Qualquer emoção sobe nas veias
Traz tudo e não traz nada
Uma onda de maré cheia
Molha os pés por quase nada.
Esvanece-se como nevoeiro matinal
Deixa a luz ser sempre igual.
28 fevereiro 2008
Sentado à beira do caminho
Numa viagem pelo fugaz infinito, colocando balizas para reconhecer o caminho de volta, encontro uma inesquecível ilusão de coisas criadas com paixão.
Mas são apenas sombras. Deixadas pela passagem do tempo ingrato, que apenas passa, não se aquieta. Corro atrás, grito baixinho. Mas ele é surdo, mudo, imutável e pesado. Eu sou apenas erva daninha sem jardim para infestar.
Sento-me. No alto da paisagem plana. E o céu azul diz-me que é hora de partir. Mas eu fico. A noite quer aniquilar a luz. Mas as estrelas e o quarto-minguante derrubam a estratégia pobre.
Respiro fundo. E o sangue agradece a amizade.
Mas são apenas sombras. Deixadas pela passagem do tempo ingrato, que apenas passa, não se aquieta. Corro atrás, grito baixinho. Mas ele é surdo, mudo, imutável e pesado. Eu sou apenas erva daninha sem jardim para infestar.
Sento-me. No alto da paisagem plana. E o céu azul diz-me que é hora de partir. Mas eu fico. A noite quer aniquilar a luz. Mas as estrelas e o quarto-minguante derrubam a estratégia pobre.
Respiro fundo. E o sangue agradece a amizade.
24 fevereiro 2008
Viagens de alma
De onde tirei esta paz
Que ao cair da noite serena
Viaja no banco de trás
Guardando minha alma pequena.
Tenho ainda a casa desarrumada
Aos suspiros e soluços
Mas não a quero cismada
Nem limpa pelos abraços
Um só dia de ambição
Não rende uma fraqueza
Nem faz crescer a paixão
De ver tamanha beleza.
Que ao cair da noite serena
Viaja no banco de trás
Guardando minha alma pequena.
Tenho ainda a casa desarrumada
Aos suspiros e soluços
Mas não a quero cismada
Nem limpa pelos abraços
Um só dia de ambição
Não rende uma fraqueza
Nem faz crescer a paixão
De ver tamanha beleza.
19 fevereiro 2008
Nebulosas não.

Um dia virá em que o Sol e a Lua se juntem para saborearem os cometas. Nebulosas não.
E aí o céu será arco-íris e paixão.
Nebulosas não.
Everybody knows that i don't wanna go.
No close up.
13 fevereiro 2008
Melancolia Alentejana
Profundidade absolutamente superficial.
Nunca terei que fazer algo para desfazer o mal feito. Apenas viver com isso.
Deixei-te aí. E fiquei prostrado na noite. Sem sono. Sem sonhos.
11 janeiro 2008
1ª do ano
Só fotos de Ano Novo
É só um efeito especial....
Não é abstracto. É cura para a noitada....... Mas ainda é só a primeira.
Ahhhhh... é mesmo vertigem....
Mas passará.
31 dezembro 2007
Último dia de 2007. Foi um ano difícil. Mas a vida sem dificuldades, não é saborosa. Não há coisas perfeitas. Apenas há coisas. E amigos. E luz do Sol. E Luar. E dias e noites e sonhos.
FELIZ ANO NOVO. 2008 será aquilo que 2007 deixou.12 novembro 2007
Outono e outros
E o entardecer continua a ser difícil. Não se desliga. Não dá descanso. Não descansa....
13 outubro 2007
O vento esfrangalha as nuvens
E eu admiro as aves que voam
Sem nunca as fotografar nas paisagens
12 setembro 2007
Trovoada de verão
25 agosto 2007
Dias cinzentos
Dias nunca iguais
Até que a sombra esmoreça
Assim há outros que tais
Que me sumem da cabeça
E era o vento, a chuva, a trovoada, um beijo de até daqui a nada, que os teus olhos me diziam a contento, sem nunca brilharem no momento.
Uma janela fechada
Tem duas vias paralelas
Uma leva a quase nada
Outra acende 7 velas
04 agosto 2007
De pé como a terra
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